Relações e Relações

Existem vários tipos de relações, e quando falo em relações estou a especificar as relações amorosas.
Relações amorosas é aquele momento da nossa vida em que nos juntamos com alguém, que somos aquilo que realmente somos com essa pessoa, que partilhar-mos inúmeras situações que decorreram e decorrem na nossa vida, é aquela pessoa que nos entrega-mos totalmente.
Sou da opinião que uma relação deve ser liberal, com laços de confiança envolvidos, na segurança e no verdadeiro amor.

Não é um livro de reclamações nem um diário privado da tua vida.
O que quero eu dizer com isso? Ok… Vou passar a explicar os vários tipos de relacionamentos que tenho assistido ao longo da minha vida.
E não quero com isto que me levem a mal, de todo. Estamos a falar de uma sociedade que as relações são cada vez mais assustadoras, relações em que as pessoas dizem que certas situações são normais. Situações em que, ver conversas do casal é normal, em que dar uma chapada é normal, tudo é normal… Não não é normal.

A relação siamesa:

É aquela super relação que vimos constantemente, em que o casal faz tudo em conjunto. Vão à rua juntos, vão à cozinha juntos, vão à casa de banho juntos, entre outras. Mas o problema até nem é esse… Mas vamos falar de redes sociais…
Aqueles casais que criam um facebook em casal. Expliquem-me, qual o sentido disso? Se é para verem o mesmo, escreverem o mesmo, partilharem o mesmo, mais vale começarem a pensar, que deveriam de arranjar um psicologo mas em separado para poderes contar alguma coisa da tua vida que o companheiro não saiba.

A relação amor ódio:

É aquela relação que não se entende o que vai na cabeça do casal. Ora adoram-se ora odeiam, ora estão bem ora se chateiam… E vivem nessa bola, que cada vez rebola e aumenta mais, até chegar ao ponto que…
Sim já todos nós sabemos o que acontece. Casais a esfaquearem-se, casais a agredirem-se, casais a perseguirem-se um ao outros.
Se isso é saudável, esperem aí, que tenho de ir ver o que o meu namorado está a fazer ao carro, não vá ele enganar-me.

A relação babada:

Esta é aquela relação que não me faz compreender bem o sentido da coisa. O que quero eu dizer com isso? É que não entende aquele tipo de relação em que passam constantemente o tempo a dizer um ao outro “És o amor da minha vida”, “Eu respiro por ti”, “Eu morro por ti”, “Nada nem ninguém te vai tirar de mim”, “Tu és a minha vida!”…
Então vamos lá entender uma coisa, os nossos queridos pais criaram-nos para nós sermos livres, criaram-nos para nós sabermos viver sem eles… E vocês vão dizer isso a uma pessoa que nem sequer é do vosso sangue???

A relação das meias palavras:

Nesta é a que eu me enquadro. Meia palavra basta. Em que eu começo a contar algo e me calo, em que eu começo a gozar e nos rimos, em que nós começamos a fazer sinais com os olhos.
Pois a relação é de tal forma já confiante, já duradoura, já tão sempre a mesma “coisa” digamos assim, que já nos conhecemos à distância.

E com isto existe milhares de espécies de casais, é claro. Mas a verdade é que me faz certa confusão algumas delas que partilhei.
Nós não devemos nem podemos depender de ninguém, tu és livre de correr, e tu és livre de quereres privacidade, tal como tu és livre de escolher.
Eu não sou de acordo em redes sociais em casais, tal como não sou de acordo com os maus tratos e muito menos sou de acordo que alguém dependa de alguém para viver. E podem dizer as vezes que quiserem que é o “calor” do momento, mas não é!!!
Tanto que não é, que quando a relação acaba, vemos homens a matarem as mulheres, vemos mulheres a mandarem-se de um ponte porque o companheiro a deixou, e nós não devemos permitir isso!
Se os teus pais te criaram, te educaram, investiram em ti, dedicaram o seu tempo contigo, agarra isso, pensa e diz-me, se faz algum sentido dependeres de um rapaz/rapariga ? Para isso mais vale dependeres dos teus pais, que esses sim, gostam verdadeiramente de ti, e não há amor maior, que é o deles.
Namoro com o meu companheiro já faz 5 anos e não, eu não dependo dele. Se um dia tiver que o deixar, deixo, se um dia decidir que quero isto faço, arranjo, compro! Não há cá rapaz algum que mande em mim, nunca na vida isso irá acontecer.
Quem é teimoso, deve conhecer o teimoso que tem ao lado. Por isso casais, não se façam isso, aprendam a viver, aprendam a compartilhar, aprendam-se a amar, aprendam-se a libertarem-se! A vida é só uma e demasiado curta para andarem acorrentados!
Façam surpresas, façam caminhos, façam tudo o que é saudável, mas não se prendam, não se sintam obrigados, e muito menos sejam agarrados. Agarrar alguém não é saudável, nem para a relação, nem para ti, que ficas meio psicopata. Não se estraguem e vivam!m,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,u9.   hjn hbmh´bn418.1o.çi.çjiç

6 Comments

  1. Se há coisa que sempre me meteu confusão são os casais-facebook-partilhado. Não entendo como conseguem abrir mão de duas coisas que são tão valiosas: privacidade e liberdade.
    E eu insiro-me no mesmo tipo de relação que tu. Aliás, para mim – e depois de ter tido péssimas experiencias – uma relação tem que ser livre, leve e solta, com amor e comunicação à mistura. E felizmente tenho um namorado tolo como eu que me permite ser eu mesma sem restrições.

    ADOREI o post <3

  2. Eu graças a Deus tenho uma relação bastante saudável. Tanto digo coisas pirosas como o mando para o caralho muito depressa xD estamos juntos à 8 anos e uns meses e desde sempre (porque começamos com uma relação à distância) a ter o seu espaço, a não estar sempre em cima um do outro em todo o lado, cada um tem os seus amigos, faz as suas cenas, claro que não é como uma vida de solteiro, mas isto não é a cadeia. Não me importo de estarmos os dois na cozinha, no wc mas também não é preciso extremismos. Eu também digo que ele é tudo para mim e etc’s mas tenho plena consciência que não somos de ninguém. Ninguém é de ninguém!
    Detesto redes sociais em conjunto, se uma pessoa quer ter uma conversa em privado não pode (isto se não tiver mensagens no telemóvel) dá uns nervos, seja Facebook, Instagram

  3. As relações siamesas são tão pouco saudáveis! Aliás, a maioria dos tipos que identificaste aqui são super não saudáveis.

    Achei o post interessante! Segui o blog.

    Xoxo,
    CielaUnlimited| cielaunlimitedblog.wordpress.com

  4. Oi!

    Adorei o post! Foi um pouco uma chapada na cara porque confesso que às vezes me agarro demais ao meu boy e que acabo por depender muito da presença dele.

    Também estou a passar um momento familiar difícil e o apoio dele faz-me bem, por isso quando ele não pode estar comigo parece que fico sem chão. É estúpido. Faz mal a nós e à relação.

    Acabei de perceber mais isso agora, depois de ler o teu texto. Beijinhos!!

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