E a tua cabeça não importa?

Hoje em dia a nossa vida é tão robótica que nos esquecemos de viver, viver a nossa vida, viver o nosso dia-a-dia, viver o que nos faz feliz e nos faz sentir bem.
Nos tempos de hoje, vivemos tão obessecados com os nossos deveres que nos esquecemos dos nossos direitos. E que direitos, perguntam vocês?
O direito de serem felizes, o direito de terem a vossa liberdade, o vosso tempo, gerir o que mais gostam, de passear ou de apenas dormir.
Os tempos que decorrem actualmente estão a fazer com que nos retirem tudo aquilo que nos faz feliz, e a verdade é que deixamos de fazer aquilo que mais gostamos e acabamos por nos esquecer de as fazer.
Mais tarde quando queres voltar a fazer, simplesmente não te apetece.
Será que vale a pena viver a única vida que tu tens, assim? Achas que vale a pena perderes as melhores fases da tua vida, as melhores idades, por causa da tua vida tão robótica?
Onde está essa felicidade? Onde está essa tua vontade? Onde está o teu espaço?
Já repararam, que todas as pessoas que estão empregadas hoje em dia, vivem tão preocupadas só para o trabalho e receber o seu ordenado ao fim do mês para pagarem as contas e nada mais?
Estão a trabalhar um mês inteiro porque se preocupam em pagar as contas mas nada mais?! E os passeios? E os vossos conhecimentos? Onde está isso tudo inserido?
E a verdade é que acaba por não se fazer nada disso porque as despesas acabaram por levar mais de metade do salário e a pessoa guarda para o caso de acontecer algum imprevisto.
Neste país não temos hipóteses de nada, nem de ser feliz.
A continuar assim, não irá existir robôs, nós já fazemos de robôs.
E tudo isto, serve para quê? Eu canso-me de dizer, ultimamente, que o dinheiro não é tudo, mas a sanidade mental é o mais importante, a tua saúde é o mais importante.
As pessoas têm que largar um pouco a preocupação só dos pagamentos e do trabalho, as pessoas têm que começar a viver, vocês têm que viver, incluindo-me a mim, eu tenho que viver, eu tenho que pegar em mim e fazer tudo aquilo que eu gosto, fotografar, desenhar, pegar no design, tudo. E não o faço. E sabem porquê?
Porque o trabalho ocupa o tempo todo e esgota-me. A minha vida é resumida a casa trabalho, trabalho casa. Nada mais do que isto, e jovens, eu só tenho 25 anos e sinto-me uma velha de 50 anos!
Não é justo, eu sou tão nova. Não é justo estar a abdicar da minha felicidade por causa de um emprego, seja ele qual for, para conseguir no mínimo sobreviver a este país que, cada vez está pior. Não é justo viver infeliz só porque não tenho vontade de fazer o que mais gosto.
Acreditem em mim, não há nada pior que é tirarem a vossa felicidade, e ainda se sentirem obrigados a fazerem algo porque precisas disso. Não é bom, para ti, principalmente.
Não deixem que as rotinas vos apanhe, não deixem que o dinheiro fale mais alto, não deixem que as despesas vos prejudiquem. Todos conseguimos sobreviver de alguma maneira, umas melhores que outras, mas sabem… Não estou a dizer para largarem tudo o que vos prejudica e serem felizes e depois não terem dinheiro para se alimentarem, não é isso!
Estou a dizer que sejam mais conscientes, seja mais realistas, não deixem de lado que o que mais gostam de fazer só porque o tempo é pouco, o dinheiro é pouco.
Estou a dizer para pensarem, façam uma lista, é um desafio para vocês mesmo:

  • Em que é que eu sou bom?
  • Porque que preciso deste trabalho?
  • Porque que preciso desta vida?
  • Não mereço ter tempo para mim?
  • Não mereço fazer aquilo que eu mais gosto?
  • Mas afinal, quem sou eu?
  • O que mudaria na minha vida?

Se conseguires responder a essas questões, vais-te sentir mais liberto, mais consciente. É importante ouvires-te a ti mesmo, é importante pensares naquilo que és, naquilo que queres ser, naquilo que te importa. Foca-te em ti, naquilo que tu és. É importante, até mesmo para o nível de desenvolvimento pessoal.

O dinheiro é tudo? Não, o dinheiro é uma parte, porque o resto, és tu que és tudo e as tuas escolhas é que se tornam em um tudo.
E a tua cabeça? Tão focada em tudo, tão focada em preocupações, mas e a tua cabeça precisa de repouso, precisa de dar um off e repor energias. Afinal, ela importa certo?

17 Comments

  1. Adorei adorei adorei.

    Às vezes paro para pensar quão enfadonha é a vida de adulto. Devíamos apenas ser crianças e idosos. É tanta a responsabilidade que a vida chega a perder a sua graça porque temos que levar tudo demasiado a sério.

    Beijinhos!

    1. ora nem mais. É bom ver que entenderam a minha intenção do post. E a verdade é que, nós vivemos baseados ao dinheiro e não percebemos o quanto podemos aproveitar da vida sem ele. Ou por causa da falta de tempo ou por causa da falta de dinheiro. Cabe a nós arranjar estratégias para mudar essa situação. Não estou a dizer para largarem os empregos, apenas para arranjarem tempo para fazerem o que gostam.
      Beijinhos querida

  2. Duas coisas apenas para não me estender muito.
    Uma pessoa com 50 anos não é velha, de todo. Aliás cada vez mais se vêm pessoas com 50 e mais anos com um espírito e ar bem jovem! Gente que sabe muito da vida e como a viver, porque obviamente, nunca é fácil para ninguém.
    Depois dizer-te que estamos sim presos aos nossos empregos e felizmente que assim é! Por enquanto ainda estás presa só ao teu emprego, porque tens 25 anos,mas garanto-te que daqui a uns tempos estarás presa a muitas mais coisas. Claro que depende sempre dos empregos, mas sem eles o tal tempo para nós e o que gostamos de fazer não existia também por falta de financiamento. O que é preciso é a tal mudança que tanto falas e fazeres um horário para ti, onde incluas o que pretendes fazer.
    Mas o emprego, dormir e comer são coisas de que não podemos abdicar.

    1. Disse velha de 50 anos metafórica-mente, visto que é a partir dessa idade que muitas das coisas vais deixar ter que fazer.
      Quanto ao dinheiro, é pena pensares assim, porque o dinheiro não é tudo, é apenas uma parte tal como mencionei no post.
      O dinheiro não te trás tudo, e se não estou presa a mais coisas graças a deus que assim o é, pois nem assim tenho tempo, quanto mais estar com mais coisas que me ocupem o tempo todo.
      Tu podes muito bem pegar em ti e ires passear sem dinheiro, podes ir fazer uma caminhada, podes ir correr, podes ir fotografar sem precisares de dinheiro.
      Porque pela tua resposta acho que é mais importante o dinheiro e estares com pouco tempo para ti porque precisas dele, do que contornares a situação de outra forma.

  3. Acho que estás a fazer grandes mudanças!
    No entanto tenho de discordar com a parte do dinheiro. Antes não me preocupava porque os pais pagavam tudo mas agora há coisas que quero que não podem ser eles (nem quero que sejam) a pagar. Quero fazer uma viagem, pagar as minhas consultas (que não são nada baratas), ir viver com o meu namorado, comprar roupa para a nova estação..mas como se não trabalho? Vejo o dinheiro sair e não entrar e sem dinheiro hoje em dia não se faz grande coisa.
    Tens razão quando dizes que o dinheiro não é tudo mas sejamos realistas: é uma parte muito importante da vida.

    http://theincompletediary.blogspot.pt

    1. Mas não estão a perceber.
      Eu não disse que o dinheiro não é tudo. É sim uma grande parte, é claro que precisamos dele para viver. Mas estou a falar no sentido de uma pessoa vive sempre a mesma rotina para ter o dinheiro ao fim do mês e não fazer mais nada que é pagar as contas e continuar com a mesma rotina. Tem que entrar os passeios, lá está nem que seja a pé, tem que entrar tudo aquilo que gostas de fazer.
      De certeza que o passeios não tens que largar um monte de dinheiro para o fazer?
      Eu vivo com o meu namorado à 5 anos, e desses 5 anos conseguimos tirar sempre alguns dias para passear, nem que seja até ao rio com a nossa cadela. Não precisamos de dinheiro para o fazer. Como disse o dinheiro não é tudo é uma parte dela.
      Estares a trabalhar só para pagar contas o que aproveitas da tua vida? Nada!
      E tu vais perceber, quando viveres sozinha ou com o teu namorado, que ambos ordenados não te vão chegar para andares às compras nem a fazer viagens, a não ser que recebam muito bem. E é isso que uma pessoa tem que aproveitar com o pouco que tem, mas fazendo o que gosta.

  4. Partilhaste uma mensagem muito importante! Temos que aprender a descontrair, a ver a vida para além do trabalho e das preocupações. Temos que preservar a nossa sanidade mental e a nossa saúde. E viver. Esta viagem acaba demasiado rápido para nos darmos ao luxo de não a aproveitarmos

    Beijinhos*

  5. Estamos tão “afogados” no stress da vida que nos esquecemos que a vida não é casa-trabalho-casa. Há mais para além disso e deve ser muito bem aproveitado!

  6. Sou a prova viva que dinheiro não é tudo, faz falta mas conseguimos ser felizes à mesma. As nossas escolhas são importantes e quando fazemos as coisas por gosto não há dinheiro que pague! 😀

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