O conta aqui e o conta ali

Todos nós gostamos de falar com pessoas, de ter um tempo de conversa com alguém, de partilhar ideias, de partilhar os seus ideais, de partilhar um segredo ou apenas uma acontecimento. Fazê-lo de forma honesta, humilde, sem qualquer maldade por detrás.
A realidade é que muitas vezes isso não acontece e infelizmente, pensamos que uma pessoa é de uma certa maneira, quando na realidade saí exactamente o aposto.
O mal muita vez é julgar-mos que conhecemos uma pessoa quando na realidade é totalmente diferente do que pensávamos, do que expectávamos. E o que acontece nessa situação? Pois é, uma grande desilusão.
Tenho percebido ao longos dos anos, que as pessoas por vezes não são o que demonstram e nós, inocentes que somos, creditamos todo o valor a essa pessoa, quase que colocamos as mãos no fogo por elas em troca de nada. Mas dão-nos sempre algo em troca, traição.
A mim sempre me custou aceitar a forma de como as pessoas eram, acreditava na impossibilidade de existirem seres maus, seres arrogantes. Acreditava que todo o ser Humano era bom, mal eu sabia o que me esperava e ainda hoje me espera.
Sou pessoa que dá as oportunidades até um certo limite, é claro que, inocência minha gosto de pensar que as pessoas aprenderam mas não.
Não consigo entender, como é que as pessoas conseguem contar a vida de uma pessoa próxima perante toda gente, só para a envergonhar?
A confiança gera confiança,o bom senso gera bom senso e o comportamento gera comportamento.
Eu acho infeliz, uma pessoa que confiou na outra, contando inúmeras situações da sua vida e essa pessoa vá contar a outrem e pior, ainda insere mais situações não acontecidas só para humilhar essa pessoa.
Pessoa essa que entregou toda a sua confiança.
Os laços de amizade cada vez estão mais extintos… E eu acho triste. É triste porque as amizades é das melhores coisas que uma pessoa pode ter na vida. Contamos tudo, sem pensar nas consequências porque era impossível e improvável acontecer consequência… Era nosso amigo, nosso confidente, nosso irmão.
Vivemos num mundo, em que cada vez mais os sentimentos das pessoas importam e não podemos viver assim.
Onde está o melhor de nós? Onde está tudo aquilo em que acreditamos de nós próprios?
O sofrimento que estas pessoas causam aos outros por motivos irreais é triste. Qual é o gozo de contar e contar pior situações acontecidas da vida de uma pessoa? De uma pessoa que supostamente pensava que eras amigo dela? Onde está a sensibilidade?
Onde está o coração bom?
O conta ali e o conta aqui, vai levar a essa pessoa ao abandono, mas, será que era mesmo necessário isso acontecer?

10 Comments

  1. Infelizmente criou-se uma era em que os laços só existem por simples interesse. Já passei pelo que descreveste, acreditar numa pessoa que parecia uma coisa e depois era outra quase oposta, magoa darmos tanto de nós a alguém que pura e simplesmente não valoriza isso.

    Um excelente artigo de reflexão!

    Beijinhos!

  2. Eu infelizmente confio muito nas pessoas e como já deves estar a calcular, é com casa desilusão.
    Tenho que mudar esta minha forma de ser, de achar que todas as pessoas são boas, que não são 🙁

  3. Infelizmente, já perdi a conta às desilusões que fui e vou apanhando ao longo da vida. Por norma, creio sempre na boa vontade e índole de cada pessoa, como não seria capaz de ter determinado comportamento penso que o outro também não o iria ter. Criamos expectativas e o outro nem sempre é o que julgávamos ser.
    No entanto, ainda há tanta pessoa boa ao nosso redor e, de quando em vez, os nossos caminhos cruzam-se e fazemos amizades verdadeiras. Quanto às outras… São aprendizagens, lições de vida, que nos irão ajudar, numa próxima altura, a reconhecer quem deve ou não permanecer a nosso lado, a quem podemos confiar e entregar os nossos sentimentos e pensamentos.
    Beijinhos grandes! <3

  4. Quantas e quantas desilusões deste género já não apanhamos, o chato é que descobrimos pela outra da outra pessoa que contou a x. É por isso que não confio em quase ninguém :l
    Somos um ser muito mesquinho

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