Um valente nada para fazer

Toda a sociedade actualmente, pensa que uma pessoa não fazer nada é preguiçosa. Teoricamente até pode ser, eu sou preguiçosa desde que nasci, mas não faz de mim uma preguiçosa em tudo, só apenas em algumas coisas.
No entanto, fazer nada é mal visto perante muitas pessoas. Porquê? Não faço ideia, mas eu adoro não fazer nada.
Eu adoro, estar deitada, sentada, aconchegada no sofá, apenas ali, sem fazer rigorosamente nada. Olha para as paredes, olhar para a televisão, abraçar-me à minha cadela, ao meu gato e ficar ali, durante um dia inteiro esparramada. Mas acham mesmo, que não se faz nada?
Mentira. Sabem que, ao estarmos nestes momentos, é quando me surgem várias ideias? Ideias para o blog, ideias para colocar em prática no meu dia-a-dia, ideias para fazer futuramente.
Por isso, não estamos propriamente sem fazer nada, na realidade começamos a pensar e a imaginar e começa a surgir ideias, e isso, já causa “esforço” psicológico, portanto, na prática, até estás a fazer alguma coisa.
Sempre fui preguiçosa desde que me lembro, e quanto menos fizer, mais me sinto feliz. Não deveria de ser, mas cada um é como é, e eu não sou diferente.
Fazer nada, faz-se muito, e é de aproveitar esses pequenos momentos para nos inspirarmos, para imaginar-mos e conseguirmos criar algo de novo.
Sim porque, é impossível estares sem fazer nada, sem colocares a tua cabeça a pensar, porque ela começa a trabalhar sozinha, sem precisar de ti para nada, portanto, aproveita, que já que ela adora trabalhar, para pensares!
Contras em fazer nada? Desculpem, para mim não há, eu adoro mesmo não fazer nada. Perdes um dia, em que poderias estar a passear, ou fazer alguma coisa com utilidade, mas fazer nada, faz-me a mim, uma pessoa mais feliz.

Por isso, deixem os vossos cadernos de lado, o vosso trabalho de parte, telemóveis, computadores tudo o que vos faz flutuar por horas e façam um valente nada. Acreditem, ainda vos irá ser útil não fazer rigorosamente nada!

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  1. Acredito que nunca estamos verdadeiramente sem fazer algo, porque a nossa mente divaga por vários pensamentos e, como referes, acabam por surgir ideias que depois podemos, ou não elaborar. Ainda assim, acho importante termos estes dias em que fazemos o mínimo possível 🙂