Nasceste para viver ou para sobreviver?

Todos nós, desde que nascemos que ouvimos sempre da parte dos nossos pais que, temos de estudar, ter boas notas, para que, futuramente possamos ter algum estatuto na nossa sociedade e termos a nossa independência.
No entanto, tudo isso na teoria é muito bonita, mas na prática, não é isso que acontece.
Acredito que, antigamente existiam empregos para a vida toda, hoje, não temos empregos, temos trabalhos, que não são estáveis nem tão pouco mais ou menos.
Hoje os estudos, começa a ser irrelevante, no sentido de, tens Doutoramento, mas podes estar atrás de uma caixa de super-mercados, tens o 9º ano podes estar atrás de uma recepção de hospital da CUF (nem que seja por cunhas).
E nós, como precisamos de ganhar dinheiro, para nos alimentar-mos e termos uma vida, temos que trabalhar.
Mas a minha questão é… Eu vivo ou sobrevivo? Porque cada vez mais, me apercebo que a minha vida é trabalho casa, casa trabalho. Onde está a minha vivência? Onde está a descontracção? Não há. O dinheiro não dá para tudo.
Vivemos numa época em que muitos de nós, vivemos  a contar os trocos para que possamos aguentar um mês inteiro. Vivemos numa época que temos que socorrer a créditos para que possamos, no mínimo, ter alguma coisa que nós queiramos. Dar um presente a nós próprios porque merecemos.
Sobrevivemos meus amigos… Vamos sobrevivendo aos aumentos, às despesas… Vamos sobrevivendo até ao preço da Gasolina.
E estamos a perder aquilo que é importante, fazer o que gostamos. Passear, espairecer, ir às compras, qualquer coisa.
Vivemos tão obcecados com as contas que temos para pagar que nos esquecemos de tudo o resto.
E cada vez mais, está a tornar-se tão difícil obtermos estabilidade financeira como profissionalmente, que não sei até que ponto os portugueses vão conseguir aguentar muito mais. Não sei também, até que ponto, os futuros adultos vão aguentar. Ganhamos uma porcaria de 580€ para ter condições mínimas, pelo menos, para ninguém passar fome, mas trabalhamos imenso para ter esse dinheiro. Para desaparecer em um abrir e fechar de olhos. Pois porque não percebo porque as pessoas querem aumentos salariais, pois ao aumentar, tudo o resto aumenta também.
Portanto, acho que, pelo menos eu, nasci para sobreviver e não para viver. Viver, vivi enquanto estava na casa dos meus pais, é tudo tão bom, tudo tão perfeito e não te chateias com nada. Quando já não vives, aí é que é o caraças.

 

 

Deixa aqui o teu comentário

  1. Eu tenho sobrevivido… A depressão contribuiu para que a minha vida não tivesse tido o percurso esperado. Há 15 anos atrás quem tirava um curso ainda arranjava bom emprego. Vejo isso pelos meus amigos. Têm casa própria, carro, férias no estrangeiro uma, duas ou mais vezes no ano. Mesmo não querendo acabamos por estabelecer comparações e desanimar face à realidade. Mas que fazer? Viver um dia após outro, lutando para que o futuro possa melhorar. Beijinhos 😘

  2. Embora ainda viva em casa dos meus pais, faço mais uma parte dos que sobrevivem. Nunca tivemos dinheiro para férias, para aventuras, para coisas que realmente gostamos. E agora que estão a fazer um esforço para me pagarem os estudos está difícil até de sobreviver!

    A porcaria de salário que falas mal chega para a renda da casa e as propinas elevadas, para a comida que sustente mais uma casa e para a gasolina que se gasta em viagens semanais… enfim, isto está cada vez pior e até para sobreviver é complicado!

    Infelizmente parece que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres mais pobres…

    Muita força querida! Vamos conseguir porque somos fortes!

    P.S. Nomeei-te numa TAG do blog, ia adorar vê-la respondida aqui no teu blog <3
    Beijocas!!